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Sou jornalista e especialista em comunicação e gestão de e-Commerce de Moda. Além de estar à frente do B. Office e aqui do neilabahia.com, chefiei equipes de produção de roupas femininas. Você também me encontra no Instagram com o perfil @neilabahia!
Neila Bahia

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A Indústria da Moda é impulsionada pelo ego?

Salvador - BA, Brasil
como funciona a industria da moda

Não importa onde estejamos, enquanto houver pessoas haverá ego, portanto isso não é exclusividade da Indústria da Moda. Porém, o intuito desse post é avaliar esse setor que é muito conhecido por pessoas egocêntricas, arrogantes e que têm a necessidade de parecerem inacessíveis sempre.

Há alguns ano parei de lutar contra o meu ego e aprendi a abraçá-lo. Ele é necessário, faz parte de nós e não podemos simplesmente nos dissociar dele. Só que quando há um excesso sobre o “eu” nossos interesses individuais acabam ficando no centro de qualquer questão. E, se tratando de Moda, isso afeta até mesmo quem não está ligado diretamente a ela.

Sabemos que muitas pessoas compram itens de moda apenas porque querem mostrar a riqueza que possuem, outras tantas apenas pelo simples prazer de consumir, adquirindo objetos que nunca irão usar, ou ainda com o intuito de encobrir sua vulnerabilidade, de modo a evitar de alguma forma o vazio interno que sentem. O fato é que elas precisam muito mais de ajuda do que de julgamentos cruéis. 

Por trás disso, há um ambiente corporativo altamente tóxico, com chefes arrogantes que disfarçam sua falta de preparo com uma exigência sobre humana, cobrando uma perfeição inexistente que adoece e gera conflitos entre os funcionários. Isso significa que essa pessoa está certa de que é superior aos demais, se mostrando egocêntrica, o que acaba por enfraquecer os processos colaborativos, gerando problemas como falta de empatia e de diálogo, já que tudo é baseado somente na competição e não em uma visão integrada do negócio.

E, por conta disso, esse é o lado mais difundido da Moda. Então, observamos marcas cada vez mais focadas no consumismo ou no glamour mítico do mundo da moda (por trás disso existe tanto trabalho duro e exploração!) da ostentação e das vidas incríveis e inalcançáveis. Tudo ali é pensado para despertar desejo e focado no tem-que-ter.

Mas, também é verdade que a moda, como tudo na vida, possui o seu lado positivo. Moda envolve criatividade, auto-expressão, emoções ligadas às cores e a beleza que traz cura. E, felizmente, há uma parte da indústria da moda que está se concentrando cada vez mais na Mentalidade da Abundância. Cada vez mais marcas estão abraçando a responsabilidade social, ambiental, ética e dos direitos humanos e promovendo o ser. A pessoa é colocada no centro do processo!

Assim, posso afirmar que até mesmo os aspectos ruins dessa indústria teve o seu lado bom; despertou o desejo de uma mudança que acompanhamos a cada estação, em cada evento, show ou novos projetos de negócios. É pequeno, sim, mas está acontecendo, e eu realmente acredito que está mudando porque nós, como humanos, estamos evoluindo e nos modificando também.

A briga de egos definitivamente faz parte e impulsiona uma grande porcentagem da indústria da moda, mas, com certeza, conseguiremos redimensioná-la.

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