A Indústria da Moda é impulsionada pelo ego?

como funciona a industria da moda


A resposta é sim. 
Não importa onde estejamos, enquanto houver pessoas haverá ego, portanto isso não é exclusividade da Indústria da Moda. Porém, o intuito desse post é avaliar esse setor que é muito conhecido por pessoas egocêntricas, arrogantes e que têm a necessidade de parecerem inacessíveis sempre. 

Há alguns ano parei de lutar contra o meu ego e aprendi a abraçá-lo. Ele é necessário, faz parte de nós e não podemos simplesmente nos dissociar dele. Só que quando há um excesso sobre o “eu” nossos interesses individuais acabam ficando no centro de qualquer questão. E, se tratando de Moda, isso afeta até mesmo quem não está ligado diretamente a ela. 




Sabemos que muitas pessoas compram itens de moda apenas porque querem mostrar a riqueza que possuem, outras tantas apenas pelo simples prazer de consumir, adquirindo objetos que nunca irão usar, ou ainda com o intuito de encobrir sua vulnerabilidade, de modo a evitar de alguma forma o vazio interno que sentem. O fato é que elas precisam muito mais de ajuda do que de julgamentos cruéis.

Por trás disso, há um ambiente corporativo altamente tóxico, com chefes arrogantes que disfarçam sua falta de preparo com uma exigência sobre humana, cobrando uma perfeição inexistente que adoece e gera conflitos entre os funcionários. Isso significa que essa pessoa está certa de que é superior aos demais, se mostrando egocêntrica, o que acaba por enfraquecer os processos colaborativos, gerando problemas como falta de empatia e de diálogo, já que tudo é baseado somente na competição e não em uma visão integrada do negócio.

E, por conta disso, esse é o lado mais difundido da Moda. Então, observamos marcas cada vez mais focadas no consumismo ou no glamour mítico do mundo da moda (por trás disso existe tanto trabalho duro e exploração!) da ostentação e das vidas incríveis e inalcançáveis. Tudo ali é pensado para despertar desejo e focado no tem-que-ter.

Mas, também é verdade que a moda, como tudo na vida, possui o seu lado positivo. Moda envolve criatividade, auto-expressão, emoções ligadas às cores e a beleza que traz cura. E, felizmente, há uma parte da indústria da moda que está se concentrando cada vez mais na Mentalidade da Abundância. Cada vez mais marcas estão abraçando a responsabilidade social, ambiental, ética e dos direitos humanos e promovendo o ser. A pessoa é colocada no centro do processo!

Assim, posso afirmar que até mesmo os aspectos ruins dessa indústria teve o seu lado bom; despertou o desejo de uma mudança que acompanhamos a cada estação, em cada evento, show ou novos projetos de negócios. É pequeno, sim, mas está acontecendo, e eu realmente acredito que está mudando porque nós, como humanos, estamos evoluindo e nos modificando também. 

A briga de egos definitivamente faz parte e impulsiona uma grande porcentagem da indústria da moda, mas, com certeza, conseguiremos redimensioná-la.

4 comentários:

  1. Como Design de Moda, eu acho que a moda é impulsionada pelos acontecimentos sociais. Antes de se criar uma peça de roupa nós pesquisamos macrotendências, que são tendências sociais e não tem nada haver diretamente com o mundo da moda. Porém, acredito que o Ego esteja intimamente ligado ao egoismo e à ostentação, aí sim é possível dizer que a moda se inclui no Ego, pois marca de roupa também dá ostentação e foco, assim como ter o carro do ano e uma casa luxuosa.
    Na minha concepção, as marcas de roupas vestem o seu público, Versace, Gucci e Chanel por exemplo é alta-costura, é para o público milionário, são marcas de luxo. Mas, C&A, Renner e Riachuelo são fastfashion, fazem suas campanhas de publicidade, assim como qualquer outra empresa, mas sabem que seu público não tem o mesmo poder aquisitivo de quem compra Dolce e Gabanna. Assim como ainda tem as marcas independentes e slow fashion. Todas essas marcas de moda tem o mesmo objetivo: vender, e daí não tem nada haver com moda, e sim com capitalismo, marketing e poder de venda. Enfim, essa é minha opinião. Gostei muito do seu post.
    Beijo, Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

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    1. Não se trata de criação, mas de uma Indústria como um todo. O próprio Gianni era totalmente avesso a essa coisa de criar algo pensando em vendas somente. Acho que nenhum criador pensa. Claro que há exceções, mas quem cria possui uma visão apaixonada da coisa. Conheço uma estilista que trabalhou na C&A que sofria horrores, já que sua visão não era compatível como o que era solicitado dela. Não há nada de errado em ganhar dinheiro, muito pelo contrário. Talvez eu não tenha sido clara o suficiente, mas me refiro ao comportamento humano, ao egocentrismo, ao desprezo pelo outro, que está presente nessa indústria que cito e trago como exemplo pela minha vivência (poderia falar da indústria automobilística se eu a dominasse, por exemplo, porque em qualquer ramo existe essa briga de egos).

      Penso como você que a Moda em si não reflete nada disso. Amei seu comentário e fiquei muito feliz que pudemos falar um pouco mais a respeito! <3

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  2. Acho que por estar trabalhando no setor já há alguns anos, meio que indiretamente na parte de criação... já to saturada com isso xD~ No começo do sonho é lindo mas conforme vai entrando mata a dentro a Beleza se manda e o que fica é pra manter o ego alheio. As vezes tem um tecido com uma estampa linda, faz-se um modelo que é a cara da estampa, mas o que a cliente quer é o que a fulana do insta ou da novela tá usando =/
    Adorei seu post ;D

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    1. Vivi experiências assim, Érica e sei bem do que você está falando...
      Obrigada!!

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