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Sou jornalista e especialista em comunicação e gestão de e-Commerce de Moda. Além de estar à frente do B. Office e aqui do neilabahia.com, chefiei equipes de produção de roupas femininas. Você também me encontra no Instagram com o perfil @neilabahia!
Neila Bahia

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É fake! Saiba porque sua jaqueta de 'couro' está descascando

Salvador - BA, Brasil

À medida que os consumidores vão se tornando mais responsáveis, muitas marcas começaram a criar alternativas mais limpas e sustentáveis ao couro.



Muito provavelmente você já passou raiva com esse fake! Ele é o que a Indústria da Moda chama de “couro fake”, “sintético” ou ainda “ecológico” quando a verdade é um laminado, derivado de petróleo, o poliuretano (PU), ou seja, plástico! É por isso que quando você compra algo feito a partir dele (bolsa, jaqueta...), acaba sentido aquela saudade do que não viveu, já que ‘misteriosamente’ a peça começa a se desfazer, deixando uma porção de microplásticos espalhados.

Sabemos que, em todos os sentidos, o couro animal é péssimo pro meio ambiente, mas o couro fake – que aliás nem pode ser chamado de couro por conta do registro do termo – não é o material que vai salvar o meio ambiente. E como muita gente não abre mão de uma boa leather jacket (presente!), temos a boa notícia de que muitas inovações se mostram são alternativas tanto ao couro animal, quanto ao material plástico.

Setores da Moda, verdadeiramente preocupados e engajamos com a causa de proteção ao meio ambiente estão criando materiais a partir de resíduos sólidos que virariam rejeitos que de fato podemos chamar de ecológicos.


Alternativas ao couro animal ou tecido de poliuretano


1. Uvas: a startup italiana Vegea viu nos resíduos sólidos das uvas a matéria-prima totalmente ideal para criar um tecido com um aspecto muito semelhante ao couro animal. Cascas de uva, caules e sementes descartadas na produção de vinho dão lugar a móveis, bolsas, peças de vestuário e outros acessórios.

2. Maçãs: O “couro da maçã” usa polpa desperdiçada, material que é deixado para trás no processo de fabricação da sidra. O novo material chamado de Pellemela é fabricado pela empresa italiana Frumat, e adere às qualidades autênticas da fruta, adicionando o mínimo possível à receita de polpa. Isso mantém o material 100% biodegradável.

3. Abacaxis: A empresa Ananas Anam desenvolveu um material chamado Piñatex que é macio, flexível e que pode ser estampado, costurado e cortado.

4. Cogumelos: Aqui, é o micélio (a fibra que compõe o cogumelo) que é feito um tecido texturas e formas, biodegradável e macio. Por ser respirável é ideal para peças que usamos no dia a dia.

5. Papel: Cartina é o primeiro material sustentável feito de papel reciclado. Ele é leve, impermeável, resistente e muito confortável.

6. Milho: A empresa italiana Coronet produz bio-polióis, que são polímeros à base de plantas derivados de fontes naturais renováveis no lugar das produzidas a partir do petróleo. Na fase de fabricação, essas fibras geram emissões zero de dióxido de carbono.

7. Bactérias: Através de intensas pesquisas a designer Irene Flesch desenvolveu o B-Cel, um biomaterial fermentado a partir de bactérias e fungos. O resultado é um biopolímero resistente, biodegradável e que oferece novas possibilidades para a produção de peças que podem, inclusive, serem tingidas naturalmente com Índigo, Ruibarbo, Alfafa, Casca de Cebola, entre outros.

Nesse post fiz uma curadoria das alternativas mais interessantes e já consolidadas no mercado, porém existem uma infinidades de pesquisas e materiais obtidos que prometem dar um fim aos produtos agressivos ao meio ambiente. Eu, que amo jaquetas e não pretendo abrir mão delas, sigo fazendo as escolhas responsáveis. Para preservar a natureza e a vida das pessoas, infelizmente, não há outra forma se não se informar, estudar intensamente os rótulos e etiquetas dos produtos que estamos comprando.




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