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Sou jornalista e especialista em comunicação e gestão de e-Commerce de Moda. Além de estar à frente do B. Office e aqui do neilabahia.com, chefiei equipes de produção de roupas femininas. Você também me encontra no Instagram com o perfil @neilabahia!
Neila Bahia

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Os novos rumos da Moda

Salvador - BA, Brasil

Por muito tempo a Moda esteve em um modelo de exploração e desigualdade. Estamos numa crise sem precedentes, mas, em contrapartida, nos aproximando de uma nova era!




Vivemos, no Brasil, uma crise sem precedentes, com um número de desempregados exorbitante, onde grande parte da população está matando um leão por dia para ao menos poder ter o comida na mesa.  Dia após dia a água do país - o do planeta - é ameaçada por diversos fatores.

Mas, a quantas anda a Moda nesse momento em um país que é o 4º maior produtor de vestuário do mundo, consumindo mais de 90% da dessa produção?


A moda por definição, vive em crise. O processo de recriar-se constantemente passa pela ruptura de abandonar aquilo que já não diz mais sobre um tempo ou indivíduo, chegando ao novo ou re-criado. Podemos então dizer que a moda está sempre em crise e para driblar a econômica no caso, que se instala na moda, é preciso entender, antes de mais nada, quais foram as portas que se abriram para que ela entrasse. 一 Claudinha Lima, para o Administradores.Com


Arrisco um palpite muito evidente por sinal: a Moda apostou alto em um modelo insustentável e com prazo de validade definido. A produção rápida e em massa, com tempo de vida curto das peças, não poderia resultar em nada além de exploração e degradação.

Mas, a boa notícia é que ela já precisou se reinventar inúmeras vezes e foi bem sucedida em todas as tentativas. Basta lembrar que enquanto Christian Dior lançava seu nome no mundo, a Europa encontrava-se entre os escombros da Segunda Guerra Mundial. Esse era um período de racionamento e os países lutavam para recuperar seu antigo prestígio até que o estilista abriu sua maison e criou uma coleção que transformou os conceitos da moda. O New Look surgia como uma revolução. 


Mesmo nos anos mais difíceis, a mulher tinha vontade de se vestir bem. Havia guerra, mas havia vaidade. Marco Sabino, estilista e autor do livro Dicionário da moda.



Hoje, o cenário não é de guerra, pelo menos não no sentido que a conhecemos, mas em compensação a recessão, a desigualdade social e o colapso ambiental que estamos vivenciando estão exigindo da Moda medidas urgentes de transformação. 

Ansiamos por uma indústria justa e sustentável que permita às pessoas prosperarem e viverem com dignidade. Que permita a conservação da natureza e dos seus recursos. Que celebre e promova a igualdade de gêneros. 



PARA SER FELIZ ATÉ UM CERTO PONTO É PRECISO TER SOFRIDO ATÉ ESSE MESMO PONTO.


Essa frase do escritor Edgar A. Poe traduz uma máxima que tenho observado em muitos setores. Para que uma mudança ocorra é preciso chegar a um ponto insuportável, pois só assim acontecem as grandes transformações. Mas, a má notícia é que não temos tempo, estamos indo contra o relógio.

É bem verdade que já começamos a nos movimentar e a palavra “sustentabilidade” está em toda parte. O pedido de um moda justa finalmente parece estar se infiltrando no mainstream e as pessoas estão se dando conta dos perigos de seus hábitos desenfreados de consumo.

A cada dia observamos cobranças por peças atemporais e duradouras. Especialistas apontam a crise como motivo para o aumento das roupas de pós-consumo e que essa é uma condição temporária. Eu prefiro acreditar que isso parte da conscientização acerca do fato de estarmos no limite.

Precisamos que todos se engajem nesse sentido. Essa bandeira não pode ser usada para indicar status, como uma bolsa de grife. Aqui está o nosso futuro e precisamos lutar por ele. A moda tem, sim, um grande papel educador inclusive depois que chega nas mãos do consumidor final. Ela pode trazer para si a responsabilidade de disseminar o conhecimento profundo e amplo sobre o papel de cada um de nós como elementos fundamentais para que o planeta não seja visto como um lugar de desperdício, mas de abundância e prosperidade.

 Já sofremos até o ponto necessário. 

Agora é hora de vivermos em um mundo melhor, justo e de Amor.



Todos os Direitos Reservados.

Comentários

  1. Oi Neila! Tudo bem?
    Pois é acredito que cada um deve pensar duas vezes antes de comprar itens novos.
    Eu já fui muito consumista, cada lançamento na troca de estação já queria trocar o que tinha por peças novas. Agora só compro quando é realmente necessário.
    Beijos

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    Respostas
    1. Oi, Lu! Tudo bem! É exatamente isso que você disse. E é tão bom saber que a gente, com nosso trabalho, ajuda a espalhar essa ideia. Tenho muita esperança em um mundo melhor! ❤

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